Princípios

A abordagem complexa dos saberes locais, isto é, das compreensões e práticas distintas sobre o mundo natural , emerge do contexto de crise paradigmática da ciência moderna e da necessidade de abertura ao diálogo com outros saberes. Incluímos nessa categoria o patrimônio material e imaterial de coletividades que, desde seus territórios, buscam resistir e reafirmar suas identidades frente à modernização e racionalização de suas realidades . Parte-se, portanto, da necessidade de abertura ao diálogo com outros saberes; a abordagem complexa, nesses termos, deve possibilitar a compreensão do saberes locais sobre o mundo natural apoiando-se em na união de métodos e técnicas oriundos de outros ramos científicos (da psicologia, da antropologia, da sociologia, da linguística, da ecologia, da geografia, etc.) de forma a permitir a interpretação das narrativas (da ciência e dos sabres locais) acerca da subjetividades dos fenômenos espacial (o território da comunidade) e temporal (o tempo social e biológico) que configuram a sociobiodiversidade de territórios tradicionais e alternativos.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Prof. Jose Roberto Galdino do Depto de Historia participa do Interconexões

       



No dia 08 de outubro de 2013, o Gp Interconexões teve a honra de receber o Prof. Jose Roberto Galdino (Depto de História da UEPG) que ministrou a primeira aula - de uma série de encontros- sobre comunidades remanescentes de quilombolas, no contexto histórico e geográfico do estado do Paraná. Em sua contribuiçao, o prof. Galdino expôs referencial teórico acerca do conceito de quilombola e sua ressignificaçao e aprpriaçao junto aos movimentos sociais a partir do período de redemocratização brasileira, destacadamente com a constituição federal de 1988.
Apresentou uma série detextos que são referencia acadêmica na área, além de tratar de estudo de caso, como relatório  antropológico, sobre o reconhecimento da territorialidade quilombola no primeiro planalto paranaense, por ele realizado. Além de compartilhar seus valiosos conhecimentos, o prof. Galdino passará a integrar o Interconexões. Nesse sentido, o GP agradece ao renomado professor investigador, fato que enaltece o grupo, incentivando-nos a prosseguir com a pesquisa conectando a universidade às demandas das populações rurais tradicionais.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

1ª Campanha do Agasalho 2013 - Comunidade Quilombola Palmital dos Pretos


Na sexta-feira do dia 07/06/ 2013, o Grupo de Pesquisa ‘Interconexões: Saberes, Práticas e Políticas da Natureza’ realizou a 1ª Campanha do Agasalho, onde cerca de 400 peças de roupas, calçados e cobertores foram doadas para a Comunidade Quilombola Palmital dos Pretos.
A comunidade fica localizada próximo ao Distrito de Três Córregos, em Campo Largo, Paraná, aproximadamente a 53 km do município de Ponta Grossa. Os moradores vivem da agricultura de subsistência, produção de pães e biscoitos e alguns trabalham para indústrias madeireiras locais. Entretanto, a renda familiar não é suficiente para atender suas necessidades básicas, como por exemplo, a compra de agasalhos para enfrentar o inverno.
Com isso, cada integrante do G.P Interconexões se mobilizou para arrecadar agasalhos de amigos, colegas de trabalho e familiares. Os moradores nos receberam - como sempre - com muita alegria e bom humor. E ficaram bastante contentes com as doações, que sem dúvida, foram de grande utilidade.
O Grupo agradece a todos que ajudaram direta ou indiretamente e, principalmente, aos quilombolas pela amizade e receptividade!



domingo, 28 de abril de 2013

Saída de campo para a Comunidade Quilombola de Palmital dos Pretos


Na data de ontem, 27 abr. 13 (Sábado) estudantes do GPInterconexões acompanhados do Coordenador do Grupo, Prof. Dr. Nicolas Floriani, deslocaram-se à comunidade quilombola de Palmital dos Pretos localizada na divisa entre os municípios de Campo Largo e Ponta Grossa (no perímetro rural).
            No local, fomos recebidos pela líder, Sra. Elenita, e por outros moradores da comunidade. A conversa exploratória com o grupo e as dinâmicas do Diagnóstico Rural Participativo (DRP) ocorreram na Cozinha Comunitária existente na região, a qual foi construída na parceria da Eletrobrás, Petrobrás e Governo Federal.
            Além do diagrama de Venn, a matriz F.O.F.A. (Fortalezas, oportunidades, fraquezas e ameaças) e a priorização dos problemas foram debatidos com a comunidade. Os anseios expostos pelas pessoas que estiveram presentes e demais características do quilombola subsidiarão vários estudos que já estão em andamento no Grupo de Pesquisa Interconexões.          Todas as pesquisas em andamento terão seus resultados postados neste blog, a seguir algumas fotos do trabalho desenvolvido.